Justiça dos EUA aceita pedido para libertar Marin; defesa planeja o retorno do cartola ao Brasil

Justiça dos EUA aceita pedido para libertar Marin; defesa planeja o retorno do cartola ao Brasil

A Justiça dos EUA aceitou nesta segunda-feira um pedido da defesa do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e reduziu a pena a que ele havia sido condenado. O cartola será libertado nos próximos dias.

Na solicitação feita à corte, a defesa usou a pandemia de coronavírus e os problemas de saúde de Marin, de 87 anos, como argumentos. Os promotores do caso concordaram com os advogados. Eles trabalham agora para que Marin retorne ao Brasil.

Dr. Anthony Fauci, director of the National Institute of Allergy and Infectious Diseases, listens during a briefing about the coronavirus in the James Brady Press Briefing Room, Friday, March 27, 2020, in Washington. (AP Photo/Alex Brandon)

Segundo a Bloomberg, a juíza Pamela Chen citou na decisão que Marin está com a “saúde significativamente deteriorada” e tem “risco elevado de graves consequências para a saúde devido ao atual surto de COVID-19”.

A decisão diminui a pena de Marin em um ano e dois meses. Em dezembro de 2017, José Maria Marin foi condenado a 41 meses de prisão (até maio de 2021) pelos crimes que cometeu enquanto era presidente da CBF, entre 2012 e 2015.

Marin vai ficar mais alguns dias na prisão em Allenwood, na Pensilvânia, até que seja finalizado todo o processo burocrático da libertação.

– Queremos que ele volte ao Brasil, onde tem mais recursos para cuidar da saúde e para estar perto do conforto da família. Estamos muito contentes com o resultado da negociação – disse Júlio Barbosa, advogado brasileiro que atua nos EUA com advogados americanos contratados por Marin.

Entenda o caso

Em dezembro de 2017, José Maria Marin foi considerado, na mesma corte, culpado de seis dos sete crimes pelos quais foi acusado pela promotoria da Justiça americana. São eles: organização criminosa (1x), fraude bancária (3x) e lavagem de dinheiro (2x).

Eles estão ligados a Copa Libertadores da América, Copa do Brasil e Copa América e cometidos entre os anos 2012 e 2015, período em que Marin foi presidente da CBF. Na mesma ocasião, o cartola foi absolvido de acusação de lavagem de dinheiro relativa à Copa do Brasil.

Marin não esteve sozinho. Nesse mesmo julgamento, o júri popular formado na corte, em Nova York, também condenou o ex-presidente da Conmebol e da Associação Paraguaia de Futebol Juan Angel Napout por organização criminosa e fraude bancária.

Tanto Napout quanto Marin foram, no dia 22 de dezembro de 2017, para a prisão no Brooklyn. Segundo a promotoria, Marin recebeu ao todo U$ 6,5 milhões de propina de empresas de marketing esportivo para assinar contratos de direitos comerciais de competições de futebol na América do Sul.

A investigação feita pela justiça americana se tornou pública em maio de 2015, quando José Maria Marin e mais cinco dirigentes de futebol de outros países foram presos em um hotel na Suíça.

À época, o dirigente brasileiro aceitou ser extraditado para os Estados Unidos e ficou de 2015 a dezembro de 2017 em prisão domiciliar, em seu apartamento de luxo, no prédio Trump Tower, em uma das áreas mais caras de Nova York.

Ex-presidentes da CBF, Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero (que foi suspenso pela FIFA) também foram denunciados pela justiça americana por receber propina e cometer os mesmos crimes pelos quais Marin foi condenado. Mas como o Brasil, por lei, não extradita seus cidadãos, eles não são julgados em Nova York.

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